Vacina Meningocócica ACWY (Conjugada)
A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis, causadora de meningite e de infecções generalizadas (meningococcemia) que evoluem rapidamente e podem ser fatais em poucas horas.
A Meningo ACWY é aplicada na Clínica La Vida, no Ipiranga, em São Paulo, SP — atendimento com hora marcada. Para empresas, a aplicação é feita no próprio local de trabalho, em São Paulo, Grande São Paulo e ABC.
Quem deve tomar
Indicada para crianças, com reforço importante na adolescência — faixa de maior circulação da bactéria —, e para adultos, especialmente viajantes e quem vive em ambientes coletivos.
Esquema de doses
Esquema infantil com reforços e dose de reforço na adolescência (11–14 anos). Adultos recebem dose única conforme avaliação.
Doenças prevenidas
O que muda de uma letra para outra
O meningococo não é uma bactéria só: é uma espécie com sorogrupos diferentes, e cada vacina cobre um conjunto deles. A meningocócica C protege contra um sorogrupo; a ACWY, contra quatro; a meningocócica B, contra outro que nenhuma das duas alcança.
Por isso a pergunta que resolve a dúvida no consultório não é "meu filho tomou a da meningite?", e sim "quais sorogrupos ele já cobriu?". Tomar a ACWY não dispensa a B, e ter tomado a C na infância não substitui a cobertura ampliada.
A decisão da Anvisa de setembro de 2026
Em 8 de setembro de 2026 a Anvisa aprovou a ampliação de uso de uma vacina meningocócica conjugada ACWY, que passou a ser indicada a partir das seis semanas de vida — antes disso, a cobertura de quatro sorogrupos chegava mais tarde no primeiro ano.
A avaliação de segurança reuniu dados de 6.060 lactentes vacinados entre seis semanas e menos de 12 meses, mais 5.373 crianças que receberam reforço a partir dos 12 meses. Segundo a agência, o perfil foi compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas.
A mudança importa porque é justamente no primeiro ano de vida que a doença é mais perigosa: a Anvisa registra letalidade em torno de 10%, e até 20% dos sobreviventes desenvolvem sequelas permanentes.
Por que a adolescência é o segundo momento crítico
O adolescente raramente adoece de meningite, mas é ele quem mais carrega a bactéria na garganta sem sintoma nenhum — e é por aí que ela circula até encontrar alguém vulnerável. Vacinar essa faixa protege o próprio adolescente e reduz a circulação.
No Calendário Nacional, o esquema tem quatro momentos: meningocócica C aos 3 e aos 5 meses, reforço com ACWY aos 12 meses (mudança que passou a valer em julho de 2025) e uma dose entre 11 e 14 anos. Na rede privada, a avaliação é individual e leva em conta o que já foi tomado.
Indicada para
Perguntas frequentes
A ACWY substitui a meningite C? +
A ACWY amplia a cobertura para quatro sorogrupos. O reforço na adolescência é recomendado mesmo para quem tomou a meningocócica C na infância.
A partir de que idade o bebê pode tomar a ACWY? +
Desde 8 de setembro de 2026, a Anvisa aprovou a ampliação de uso de uma vacina meningocócica conjugada ACWY para bebês a partir de seis semanas de vida. No Calendário Nacional, o reforço com ACWY segue indicado aos 12 meses.
Quem toma ACWY precisa tomar a meningocócica B? +
São vacinas complementares. A ACWY cobre os sorogrupos A, C, W e Y; a B cobre um sorogrupo que nenhuma delas alcança. Uma não substitui a outra.
Por que vacinar adolescente contra meningite? +
Porque é a faixa que mais carrega a bactéria na garganta sem sintoma e a transmite. Vacinar o adolescente protege ele e reduz a circulação para quem é mais vulnerável.
Qual a gravidade da doença meningocócica? +
Segundo a Anvisa, é uma infecção de evolução rápida e potencialmente fatal, com letalidade em torno de 10%, e até 20% dos sobreviventes podem desenvolver sequelas permanentes e incapacitantes.
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